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Mostrando postagens de 2015

Puerpério, uma estrada para dois

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No Tarô a carta da "Morte" pode significar,ao mesmo,  tanto a morte física como um renascimento, a passagem para um novo estado, uma nova condição, uma nova realidade de vida. Dizem que quando sonhamos com a morte na verdade estamos prevendo o fim de um ciclo e o início de outro, ou seja, uma transição, uma grande mudança. Esse simbolismo ambíguo sempre me intrigou até o momento em que eu passei, pela primeira vez, pelo Puerpério. Para quem não sabe esse período começa imediatamente após o parto e vai até o sexagésimo dia de nascimento do bebê. A famosa "quarentena" ou como os antigos chamavam, o resguardo, está compreendido nesses sessenta dias. As "lendas" sobre esse período tão especial são muitas: antigamente a mulher não podia lavar a cabeça, devia consumir alimentos reforçados como canjica, canja, lentilha... tudo para se recuperar e poder alimentar, com seu leite, o recém nascido. Aborrecer-se nem pensar, já que a mãe recente podia ficar ...

Deixem-nos parir em paz e com respeito, por favor!

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Ainda não tinha escrito nada aqui no blog sobre essa minha segunda gestação, que está no fim, mas no fim mesmo, já que estou com 39 semanas. A correria, os cuidados com o Miguel e os preparativos para receber a Ana Clara (sim, é uma menina!!), além do trabalho, no qual permaneci até o finalzinho e só me afastei por recomendação médica, tomaram todo o meu tempo. Por isso, na semana em que a minha filha chega ao mundo resolvi escrever sobre um assunto que me dá dores no estômago, literalmente: a violência obstétrica. Muita gente ainda hoje não sabe o que é isso; muitas mulheres, apesar de terem passado por isso, algumas mais de uma vez, não conseguem identificar que foram vítimas de comportamentos repetitivos, machistas e desumanos. Somente agora, com o tema ganhando espaço na mídia junto com assuntos como estupro e violência doméstica é que relatos tenebrosos vem à tona. Primeiro é importante que fique claro que a violência à qual me refiro e à qual as pessoas que realmente se in...

Faça com que seu marido também cuide do seu filho (a). Os dois vão lhe agradecer no futuro.

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Nada estreita mais o vínculo do que o cuidado. Quando um bebê nasce existe a máxima de que  a única pessoa da qual ele precisa é a mãe. Essa máxima é perigosa e pode trazer sérios problemas para a família. Não há como negar que a mãe é a principal protagonista da vida do bebê, pelo menos nos primeiros meses. Se a amamentação no peito é exclusiva, mais do que protagonista ela é imprescindível. Mesmo assim não podemos esquecer que, via de regra, essa fofura que dorme placidamente (ou nem tanto) nos braços de uma mulher exausta e feliz também tem um pai. Que essa mãe também tem necessidades, desejos, vontades, cansaço, sede e fome. Durante séculos aprendemos que cuidar da "prole" é obrigação e vocação do sexo feminino. Trocar fralda? Dar banho? Fazer uma mamadeira? Isso é visto como coisa de mulher. Há alguns anos o pai só entrava na história quando a criança já conseguia brincar, jogar bola ou passear. Papais mais participativos até ajudavam com outros afazeres como ...

A verdadeira face do amor

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Essa semana estava na sala assistindo a  um filme que no Brasil se chama "Histórias Cruzadas".  Peguei- o na metade, claro, mas já tinha ouvido falar dele e continuei assistindo.  A história se passa em uma cidadezinha do Mississipi, nos Estados Unidos, na década de 60 e retrata a história de uma jovem que volta para sua terra natal e quer ser escritora.  Ela faz parte de uma elite branca, para a qual muitas mulheres negras trabalham. Essas mulheres ajudam ou criam, em tempo integral os filhos de suas patroas, da alta sociedade.  As crianças, claro, possuem laços de amor com essas babás. A protagonista é uma delas. Deixada de lado pela mãe é cuidada e assistida por uma empregada negra que lhe dá atenção, carinho, amor.  A jovem, que se chama  Skeeter resolve então escrever sobre as relações entre patroas e empregadas, o papel dessas mulheres em suas vidas e as maldades às quais muitas vezes elas são subjugadas em uma sociedade eli...