Enfim, Papai Noel chegou
Sempre amei o Natal. Melancolia, tristeza, saudades... nada disso fazia com que a data perdesse o brilho para mim. No início a expectativa era pela chegada do Papai Noel que, curiosamente, ano após ano, errava meus presentes. Quando eu pedia um pônei ele me dava uma carroça de brinquedo puxada por um burrinho. Quando eu pedia uma boneca Bem me Quer com cabelo, ganhava uma careca... mas, tudo bem, como eu não gostava de discriminar ninguém, acabava acolhendo meus novos "amigos". Depois, eram as viagens. Minha mãe passava o ano inteiro conosco e, com quatro filhas, saíamos muito pouco de casa. Viajar então, era coisa impensável pelo trabalho que dava e porque meu pai não era chegado a programas em família, por isso, as únicas viagens que fizemos, por muitos anos, foram aquelas para comemorar o Natal em algum sítio ou chácara alugada pela família dele com nossos tios e primos. Já na vida adulta rompi com a obrigatoriedade dessas viagens, sabia que Papai Noel não viria, ...