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Mostrando postagens de 2012

Enfim, Papai Noel chegou

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Sempre amei o Natal. Melancolia, tristeza, saudades... nada disso fazia com que a data perdesse o brilho para mim. No início a expectativa era pela chegada do Papai Noel que, curiosamente, ano após ano, errava meus presentes. Quando eu pedia um pônei ele me dava uma carroça de brinquedo puxada por um burrinho. Quando eu pedia uma boneca Bem me Quer com cabelo, ganhava uma careca... mas, tudo bem, como eu não gostava de discriminar ninguém, acabava acolhendo meus novos "amigos". Depois, eram as viagens. Minha mãe passava o ano inteiro conosco e, com quatro filhas, saíamos muito pouco de casa. Viajar então, era coisa impensável pelo trabalho que dava e porque meu pai não era chegado a programas em família, por isso, as únicas viagens que fizemos, por muitos anos, foram aquelas para comemorar o Natal em algum sítio ou chácara alugada pela família dele com nossos tios e primos. Já na vida adulta rompi com a obrigatoriedade dessas viagens, sabia que Papai Noel não viria, ...

Pedacinho de Gente

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Eu atacando de novo de poeta... faz teempooooo!! Essa é para o Miguel Dizem que criança é pedacinho de gente Que  ainda não cresceu, que precisa ficar grande, Como pode ser assim, como pode ser verdade? Dentro desse pedacinho cabe coisa de montão, A mamãe fala isso todo dia e ela não mente não. Ela diz com o Bom dia, que cabe passeio, papinha e banana, Cabe cafuné no final da tarde, soneca no meio da cama. Cabe sorriso, manha e reclamação Cabe também bagunça, alegria e confusão. Pedacinho de gente, assim no diminutivo não sou não; Como é que posso ser tão pequeno Se levo, comigo, de todo mundo o coração? Do vovô e da vovó tenho o sorriso e a afeição; Das tias maluquinhas tenho carinho e atenção; Uma enxurrada de presentes e ainda passo de mão em mão! Mas não fica só nisso, porque comigo tenho outras coisas também, Sou o mundo todo, o mundo todo da mamãe e do papai, vejam bem! E olha que por enquanto, sou apenas um neném.

Deus e as mães

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Você pode acreditar em Deus, nas forças da Natureza, em uma essência universal. Você pode ser ateia, descrente, até mesmo revoltada com as forças do Universo. Não importa. A partir do momento em que você se transformar em  mãe (e isso pode acontecer durante a gravidez, na hora do parto, quinze dias depois, ou até mais), mas, na hora em que você se transformar em mãe, vai aprender a rezar, caso não saiba. Vai pedir com todas as suas forças para Deus, a Natureza, o Universo ou seja lá no que acredite que proteja seu filho (a) acima de tudo. Vai pedir um milhão de vezes que ele seja feliz, que tenha saúde, que seja forte e não fique doente, de preferência, nunca. Vai pedir proteção, calma, paciência. Vai muitas vezes acreditar em milagres, já que tem um à sua frente. Vai se sentir mais frágil e mais forte ao mesmo tempo e vai conversar com anjos. Vai ouvir a voz de Deus, da Natureza, do Universo ou seja lá em quê você acredite, através da risada do seu bebê. Vai pedir sem...

O sexo dos anjos

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A primeira vez que ouvi o nome Ana Clara eu tinha 14 anos e decidi que se tivesse uma filha esse seria seu nome. Comecei a sonhar com a Ana Clara aos 18 anos. Quando digo sonhar, não falo de forma abstrata; eu realmente sonhava (enquanto dormia) com a minha filha, um bebê bem clarinho, com um nariz lindo e diferente do meu (eu adoro nariz de bebê). Ela não se parecia muito, então, deduzi que deveria parecer com o pai; como eu ainda não conhecia ninguém parecido com ela, também deduzi que ainda não havia conhecido o homem que seria o pai da minha filha. Acredito em vida após a morte e em reencarnação e, para mim, essa menina que me visitava em sonhos e que demonstrava me amar muito, seria minha filha, caso eu algum dia decidisse ser mãe. Durante 13 anos sonhei com ela. Ela me aparecia em momentos diferentes, no começo como um bebê, depois, como uma menina um pouco maior, de cerca de 2 anos. Dois meses antes de descobrir que estava grávida sonhei com ela, que estava em meu colo, col...

Mil em uma

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Meu nome é Paula De Donato e eu sou a mãe do Miguel. Ah, também sou jornalista (apaixonada pela profissão), sou esposa do Diego (apaixona pelo marido); sou a amiga da Carol, da Anna e de todas as pessoas maravilhosas com as quais eu tive e tenho o prazer de conviver; tá bom, vou citar os nomes, mas, se eu esquecer alguém, por favor, relevem, mães ficam esquecidas mesmo! Então, lá vai: Sabrina, Ariane, Mayara, Roberto I, Roberto II, Carol II, Mozarth, Gabi; também sou irmã da Fabiana, da Luciana e da Maria Luiza, além de filha, neta, nora, cunhada... ufa, cansei só de escrever!! Como vocês podem ver, são muitos papéis para uma pessoa só! Tenho mais dois blogs, nos quais falo dos mais variados assuntos, mas, depois que meu pequeno nasceu, senti a necessidade de criar um espaço que fale de todas nós mães: mães de verdade e esse termo tem muitos, muitos desdobramentos. O principal deles é que, para ser mãe de verdade precisamos assumir o que somos, o que queremos, o que gostamos ou ...