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Mostrando postagens de 2014

Quando eles soltam a nossa mão

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Uma vez ouvi em uma de minhas séries favoritas de TV, "Grey's Anatomy" uma de minhas personagens, também favoritas, a Dra. Bailey reclamar  emocionada que o filho pela primeira vez havia soltado sua mão para entrar na escola, ao que o outro personagem respondeu: " Você sabe o que acontece quando ele larga a sua mão? Você a recupera e pode fazer  melhor outras coisas importantes, agora que tem as duas novamente". Essa frase nunca saiu da minha cabeça, principalmente depois que eu tive o Miguel.  No dia 4 de agosto ele foi para a escola pela primeira vez, com 2 anos, 4 meses e 22 dias de idade.  No primeiro dia ele entrou com a mochila nova,  o uniforme e alegre, nem olhou pra trás.  Escolhemos um colégio perto de casa, com boas referências dadas por amigas muito próximas. Fomos visitá-lo, junto com o Miguel três vezes antes dele começar a frequentá-lo. Eu não queria uma escola grande e  também não queria nenhuma com vertente ...

Mamãe vai trabalhar. E agora?

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Você passa meses cuidando do bebê. Sua rotina  gira em torno das  fraldas, muitas fraldas, leite (do peito ou fórmula), banhos, brincadeiras, muita louça e roupinhas pra lavar, chupetas para esterilizar, músicas da Galinha Pintadinha e da Palavra Cantada (se você tiver sorte), choros, manhas, risadas encantadoras, sonecas fora de hora (se você também tiver sorte). Mas, chega aquele momento em que você tem que voltar ao trabalho. Sua cabeça e seu coração se dividem entre a alegria em regressar ao mundo adulto do qual sempre fez parte até antes do bebê nascer, a tristeza e o medo em deixar o seu filho (a) sem os seus cuidados, por mais que existam avós amorosas para ajudar ou uma boa escolinha para ficar com o bebê enquanto você vai para a labuta. E nesse momento, que pode acontecer quatro ou seis meses depois do nascimento da criança surge a dúvida (sua e também colocada por parte da família): voltar ao trabalho ou largar tudo e ser mãe em tempo integral? Em primeiro lug...

Lições que o Miguel me ensinou

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Este aí embaixo na foto  é o Miguel o motivo deste blog ter sido criado.  Resolvi escrever um blog dedicado apenas às minhas experiências depois de ser mãe porque esse menininho mudou minha vida, assim como acredito que a grande maioria dos filhos muda a vida de suas mães.  Com ele aprendi muitas coisas, muitas mais do que ele aprendeu comigo tenho certeza e este post é para registrar apenas algumas delas.  Coisas que o Miguel me ensinou ainda na barriga:  Que é possível sentir a personalidade do seu bebê mesmo quando ele ainda é do tamanho de um grão de feijão. Para quem, assim como eu acredita na espiritualidade, eu diria que dá para sentir a essência daquela alma.  Que nem todo bebê causa muito enjoo, alguns causam muita azia.  Que todo bebê (isso eu perguntei para outras mães) adora chutar uma costela.  Que  grávida não tem dignidade. É um aperta daqui, mexe dali, banheiro toda hora, cansaço inigualável... Que eu te...

Parto Humanizado, realidade ou ficção?

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Miguel nasceu de cesária como a maioria dos bebês de mães que tem acesso a um bom plano de saúde no Brasil. Essa é a realidade do nosso país e não adianta querer negar com palavras bonitas, expressões como "parto humanizado", "parto normal", "parto natural". No Brasil isso é para poucas mulheres e poucos bebês. Tive meu filho em Santos, em um hospital particular. Na primeira consulta com um ginecologista obstetra  perguntei o que ele aconselhava e a resposta foi direta: como você já tem 30 anos, o melhor é a cesária.  Na hora não pensei muito sobre o assunto, afinal, estava apenas de 3 meses e durante toda a minha vida pensei que se tivesse um filho o parto seria cesária. O motivo é simples: sou a filha mais velha e tenho outras três irmãs. Minha mãe teve, portanto quatro filhas, todas de parto normal. Os relatos que minha mãe fazia e ainda faz sobre as suas experiências na sala de parto parecem extraídas de filmes de terror. Dores horríveis,...