Enfim, Papai Noel chegou
Sempre amei o Natal.
Melancolia, tristeza, saudades... nada disso fazia com que a data perdesse o brilho para mim.
No início a expectativa era pela chegada do Papai Noel que, curiosamente, ano após ano, errava meus presentes. Quando eu pedia um pônei ele me dava uma carroça de brinquedo puxada por um burrinho. Quando eu pedia uma boneca Bem me Quer com cabelo, ganhava uma careca... mas, tudo bem, como eu não gostava de discriminar ninguém, acabava acolhendo meus novos "amigos".
Depois, eram as viagens. Minha mãe passava o ano inteiro conosco e, com quatro filhas, saíamos muito pouco de casa. Viajar então, era coisa impensável pelo trabalho que dava e porque meu pai não era chegado a programas em família, por isso, as únicas viagens que fizemos, por muitos anos, foram aquelas para comemorar o Natal em algum sítio ou chácara alugada pela família dele com nossos tios e primos.
Já na vida adulta rompi com a obrigatoriedade dessas viagens, sabia que Papai Noel não viria, mas, mesmo assim, continuava amando o Natal (e o Ano Novo também).
Todos os anos no início de dezembro eu era capaz de sentir "o cheiro" das festas, o ar ficava diferente, dava para sentir que algo especial estava chegando...
E essa expectativa durou anos e anos, comigo sempre esperançosa e alegre e olha que, algumas vezes havia mais motivos para chorar do que para rir.
Mesmo assim, lá seguia eu, acreditando na Magia da qual algumas pessoas falam.
E em 2012 ela chegou.
No ano em que o mundo acabaria meu Natal começou mais cedo, no dia que acendi a árvore em minha sala e meu pequeno e imensurável presente gargalhou de alegria.
"_Olha amor o Miguel gosta do Natal, igual a você", disse meu marido Diego.
Enfim depois de tantos anos, finalmente, Papai Noel chegou.
Comentários
Postar um comentário