Deus e as mães
Você pode acreditar em Deus, nas forças da Natureza, em uma essência universal. Você pode ser ateia, descrente, até mesmo revoltada com as forças do Universo. Não importa.
A partir do momento em que você se transformar em mãe (e isso pode acontecer durante a gravidez, na hora do parto, quinze dias depois, ou até mais), mas, na hora em que você se transformar em mãe, vai aprender a rezar, caso não saiba.
Vai pedir com todas as suas forças para Deus, a Natureza, o Universo ou seja lá no que acredite que proteja seu filho (a) acima de tudo. Vai pedir um milhão de vezes que ele seja feliz, que tenha saúde, que seja forte e não fique doente, de preferência, nunca.
Vai pedir proteção, calma, paciência. Vai muitas vezes acreditar em milagres, já que tem um à sua frente.
Vai se sentir mais frágil e mais forte ao mesmo tempo e vai conversar com anjos.
Vai ouvir a voz de Deus, da Natureza, do Universo ou seja lá em quê você acredite, através da risada do seu bebê.
Vai pedir sempre que você parta para Deus, a Natureza, o Universo, ou, seja lá em quê você acredite, antes do seu filho.
A má notícia é que nós mães não temos certeza de que nossas orações serão ouvidas. Teremos então que aprender a viver com a dúvida e com um coração que vai bater, para sempre, no corpo de outro ser.
A boa notícia é que, segundo Francisco Cândido Xavier, "A oração de uma mãe arrebenta as portas do céu". Nisso eu acredito.
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